segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Diário de Noiva | Um lugar para chamar de nosso

Imagem: pesquisaescolar@fundaj.gov.br


Quando começamos a pensar no casamento logo decidimos escolher uma igreja, aquela que chegasse bem perto dos nossos sonhos, a principio, bati o pé e queria que a celebração fosse realizada na Igreja da Harmonia, achava linda demais. Porém e Graças a Deus, meu noivo disse que tinha uma igrejinha perto da sua casa que era linda, e que queria muito se casar lá, quando entrei na igreja... Mal acreditei no que vi, era pequenina, cheia de romantismo e do jeitinho que meus sonhos diziam, ela é matriz porém é tão pequenina que as pessoas chegam a pensar que é uma Capelinha. E sim! Marcamos prontamente nosso casamento para a Igreja que Deus preparou para nosso grande dia, Igreja de Nossa Senhora das Dores - Apipucos.
                Consegui encontrar um pouco de sua história, segue:


Capela de Apipucos, Recife, PE

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br

Não se conhece a data da construção da Capela de Apipucos, mas sabe-se, através de documentos, que ela já existia, no mesmo local onde hoje se encontra, em 1645, sob a invocação de Nossa Senhora da Madre de Deus e depois de Nossa Senhora das Dores.
Durante a invasão holandesa foi completamente saqueada, tendo as suas imagens, paramentos, alfaias e móveis destruídos pelos holandeses.
Apipucos foi uma das primeiras povoações a ter uma capela com um sacerdote de residência. Até o século XX, havia atrás da capela a antiga casa onde morava o seu capelão.
Entre 1870 e 1908 a capela não possuía um capelão próprio, mas havia missa aos domingos.
A capela foi reconstruída e ampliada através de várias reformas, entre as quais a de 1887, custeada pelos moradores da localidade. Em 1889 foram feitos novos reparos e conservação e, em 1906, houve uma grande obra conduzida pelo Dr. Alfredo Lisboa.
Da primitiva construção resta pouca coisa. Algumas paredes antigas foram conservadas, mas quase tudo foi substituído ou modernizado. Retiraram o altar-mor que possuía um nicho de talha dourada com a imagem da padroeira, por causa do cupim, construindo um de alvenaria.
Há muito tempo a capela de Apipucos vem sendo a menina dos olhos de famílias anglo-pernambucanas e pernambucanas católicas que moram na localidade ou circunvizinhanças, como os Needham, os Clarkson, os Lorimer, os Brotherhood, os Burle e os Dubeux, os Tasso, os Aquino Fonseca, os Freyre.
Em 1917, com a chegada dos padres Jesuítas, a capela floresceu sob a direção do padre Thomas Digman, que foi seu capelão durante 29 anos. Com a sua morte, em 1946, a capela ficou sob os cuidados dos padres Jesuítas do bairro da Várzea.
Com a chegada dos padres Lazaristas holandeses, em 1950, a capela passou a ser uma das mais ativas no cumprimento da sua missão religiosa.
Hoje, a capela está sob os cuidados dos padres Salesianos.

Recife, 1º de julho de 2003.
(Atualizado em 25 de agosto de 2009).




Abraços. Fiquem com Deus!

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